domingo, 19 de julho de 2015

Hoje temos... Risotto de Cogumelos

Aqui em casa temos uma lista interminável de séries e filmes que queremos ver e quando chega a altura de decidir o que vamos ver escolhemos sempre outra coisa qualquer. Para tentar combater esta preguiça (porque é preguiça) decidimos combinar uma noite diferente: um de nós escolhe um filme e o outro não pode reclamar, vê e pronto.

Para melhorar a noite decidimos que um escolhe um ingrediente e o outro tem de fazer o jantar com esse ingrediente (sem reclamar).

Ora na primeira noite ele escolheu o ingrediente e eu escolhi o filme e fiz o jantar.

O ingrediente escolhido: Cogumelos. 
O filme da noite: A Origem, do Christopher Nolan.

O resultado: Risotto à la Nolan!



Quando soube que o ingrediente era cogumelos lembrei-me logo de risotto. Fiz a medo porque nunca tinha provado o prato, mas não resisti a experimentar. A receita foi inspirada na receita que o José Avillez deu no programa "O Chef sou eu" da Rádio Comercial (sou viciada no programa), mas adaptada ao que tinha cá em casa (ir às compras sem lista dá nisto)



Ingredientes
Cogumelos Paris
Cogumelos Portobello
Arroz para Risotto
Vinho Branco
Queijo Parmesão
Manteiga
Cebola 
Azeite
Sal

Preparação
Cozi metade da mistura de cogumelos e guardei o caldo.
Cortei o resto dos cogumelos, salteei em azeite e guardei.
Cortei a cebola e refoguei em azeite. Quando ficou translúcida juntei o arroz e envolvi no azeite. Depois juntei o vinho branco e quando evaporou comecei a juntar o caldo dos cogumelos aos poucos sem nunca deixar de mexer. Quando o arroz ficou pronto juntei os cogumelos salteados e deixei terminar a cozedura.
Quando ficou pronto tirei do lume, juntei manteiga e queijo parmesão ralado.


Segundo as opinião recolhidas estava muito bom (eu gostei, mas não tenho como comparar). Um dia destes arrisco outra receita de risotto. :)




terça-feira, 7 de julho de 2015

Jantar sem olhar para relógio

Já nos tinham dito maravilhas sobre a Taberna Ó Balcão, mas demorou até irmos experimentar. O tempo é pouco e há sempre uma desculpa ou outra para não ir. No outro dia, esquecemos as desculpas e fomos até Santarém jantar. Temos de ser sinceros, valeu a pena.

O espaço é pequeno, mas muito simpático e cheio de pormenores. Tem um menino da lágrima, uma parede cheia de pratos que parecem ter saído do armário da nossa avó, garrafas de vidro antigas e uma colecção de anúncios de outros tempos. Convida a ficar, a ver os pormenores todos e a aproveitar a noite.



Escolhemos vários petiscos para ir provando: croquete de toiro com mostarda (a carne de toiro foi uma agradável surpresa), peixinhos da horta, ovos de tomatada (o sabor fazia lembrar as sopas com batatas que a minha avó costumava fazer) e mais uns quantos, quanto mais experimentávamos mais vontade tínhamos de continuar a comer.

A comida é servida sem pressas o que contrasta com o dia-a-dia em que andamos sempre a correr de um lado para o outro, mas é muito bom poder desligar da correria. Convida a saborear sem pressas, sem olhar para o relógio e a aproveitar a conversa e não há melhor sítio para pôr a conversa em dia do que à volta da mesa.






Não resistimos a provar o famoso hambúrguer, mas acho que temos de voltar porque eu preciso de provar outra vez, só para confirmar que é mesmo bom, claro. :)


quinta-feira, 18 de junho de 2015

Escolhas improváveis

Decidir o que fazer para o jantar torna-se uma tortura, acho que é assim em todas as casas. As mesmas receitas, as mesmas escolhas e com o passar dos dias começa a ser complicado arranjar vontade de cozinhar.

No último fim-de-semana, o talho onde vamos fazer as nossas compras tinha algo que nunca tínhamos encontrado: Ossos. Isso mesmo, ossos. Fiquei espantada com aquela novidade e  no talho ofereceram-nos uns quantos para provarmos em casa, garantiram-nos que íamos gostar.


Assim que saí do talho pensei em usar os ossos para fazer um caldo de carne para depois usar numa sopa ou num arroz mais apurado.

No Domingo, enchi uma panela com água e deixei os ossos a cozer com cebolas cortadas em quartos e temperado com sal e tomilho. Queria manter as coisas o mais simples possíveis.

Depois de estar duas horas a cozer tirei os ossos da água, passei o caldo por uma rede para retirar a cebola e guardei. Tenho duas caixas guardadas no congelador à espera de uma oportunidade para experimentar este caldo.

Mas não podia estragar os ossos por isso decidi fazer um petisco para a noite de Domingo. É isso que os Domingos pedem: comida simples, saborosa e improvável.


Ossos no Forno
Ossos de Porco cozidos
Limão
Molho Inglês
Piri-Piri
Pimentão Doce
Azeite
Vinho Branco
Louro
Sal

Coloquei os ossos num tabuleiro de barro e temperei com sal, pimentão doce, piri-piri e folhas de louro. Reguei com um fio de azeite, sumo de limão e umas gotas de molho inglês.
Foi a forno pré-aquecido a 180º e deixei ganhar cor. 
A meio da cozedura adicionei um copo pequeno de vinho branco só para refrescar.

Sou sincera que comi à mão, a carne fica agarrada ao osso e não é fácil usar faca e garfo com este petisco, mas vale a pena. A carne é deliciosa e eu reguei com umas gotas de limão para ajudar a cortar a gordura. Para manter o jantar simples, uma salada de rúcula, alface e manjericão para acompanhar.

Gostei muito desta descoberta. Quem diria que os Ossos podiam ser uma escolha para um petisco?




quinta-feira, 11 de junho de 2015

Bolo de Iogurte (com invenções)

Juro que estamos a tentar ter uma alimentação saudável, mas um dia não são dias e o bolo nem tem chocolate. Vamos fingir que é saudável, pode ser?


Ingredientes Originais
1 iogurte natural (o copo de iogurte serve de medida)
4 copos de farinha
2 copos de açúcar amarelo
4 ovos
1 colher café de fermento

Ingredientes Inventados
Açúcar Baunilhado a gosto
1 maçã 
sumo de limão (só para regar a maçã)

Cortar a maçã em pedaços pequenos e regar com sumo de limão (não é preciso muito, só para impedir que fique escura). Misturar a maçã com uma das medidas de farinha e reservar.
Separar as claras das gemas e bater as claras em castelo.
Bater as gemas com o iogurte e o açúcar até ficar um creme fofo. Juntar as restantes medidas de farinha, o açúcar baunilhado e o fermento e bater até ficar bem misturado. Juntar a maçã.
Envolver as claras em castelo e levar ao forno (180º) em forma untada e com farinha.



Fizemos esta receita duas vezes: da primeira o bolo ficou fofinho e húmido, mas da segunda vez já não correu tão bem e ficou mais pesado porque houve um pequeno acidente com a farinha (entre medidas caiu farinha a mais dentro da taça). De sabor estava óptimo e sabe mesmo bem com um chá.



quarta-feira, 10 de junho de 2015

Doces descobertas


Quando estivemos na Batalha só queríamos encontrar um sítio onde almoçar. Um almoço rápido e descontraído antes de seguir viagem, mas descobrimos sítios muitos mais interessantes do que o almoço (que ficará para outro post).

Depois da visita à Loja do Caminho (está tudo neste post) descobrimos uma pastelaria que nos conquistou. A montra cheia de bolos com um aspecto perfeito e a decoração a lembrar cafés de tempos antigos (com cadeiras e mesas de madeira) foi o suficiente para nos convencer a beber um café e experimentar um bolo (ou dois).

Estou cheia de vontade de voltar à Batalha, aproveitar para ver o Mosteiro e provar mais uns quantos bolos. Gosto destas descobertas inesperadas.




Tenho de confessar que já estou com água na boca só de olhar para as fotografias.

domingo, 7 de junho de 2015

Novos hábitos

Por aqui andamos a tentar apostar numa vida mais saudável. Comida simples, sem molhos ou gorduras, e muitas caminhadas para aproveitar o fim do dia. 

Temos de ser sinceros: não caminhamos todos os dias e a comida às vezes não é muito saudável, mas estamos a tentar. 

A parte boa das caminhadas é o prazer de acompanhar o pôr-do-sol na aldeia, é uma altura tranquila, com uma luz bonita que convida a aproveitar o tempo sem pressas, a conversar e a demorar a voltar a casa.

Entre caminhadas e conversas, voltei a relembrar o jogo dos namorados que fazia quando era miúda.




Quando era miúda, costumávamos apanhar as folhas secas destas planta e fazer pontaria às costas uns dos outros, as folhas que ficassem pressas nas camisolas eram os namorados que tínhamos. Chegávamos a ter um número absurdo de namorados e ficávamos a rir como doidos com os resultados


Aproveitei a caminhada e apresentei o jogo ao senhor cá de casa que não fazia ideia do que é que eu estava a falar.

"Quantas namoradas tens?", perguntei.

Para sorte dele, a resposta foi uma. A coisa correu bem :)


terça-feira, 2 de junho de 2015

Feira do Livro com Mel e Amoras


Ir à Feira do Livro é como ir apanhar sol no Verão ou às compras no Natal, indispensável e já uma tradição. 
Respeitando a tradição, lá nos metemos a caminho e fomos até Lisboa à 85ª edição da Feira do Livro, o calor apertava, mas o entusiasmo por descobrir as novidades que o próximo stand nos reservava não nos abrandou o passo, o constante encontro com os autores tornou-o mais entusiasmante, de um lado José Luis Peixoto, Mário Zambujal, Maria Helena Sacadura Cabral, Ana Maria Magalhães, Joana Stichini Vilela, José Jorge Letria, Leonor Xavier, Pepetela e a sempre querida Alice Vieira. A meio da feira Filomena Cautela lia “De onde vêm as bruxas?”, de Joana Lopes e Luís Belo. 
Corremos a feira de ponta a ponta, e vimos pessoas felizes, muitas pessoas, é bom ver a feira cheia, com muita gente interessada a comprar livros e carregada de actividade. 
Nós comprámos os nossos livros e voltámos a casa depois de um dia em cheio! 


domingo, 24 de maio de 2015

Ouvi dizer que...

Eu tenho uma lista quase interminável de séries que vou acompanhando (e outra lista com as que já terminaram e vou revendo) e ouvi dizer que uma dessas séries está para voltar.
Portanto a partir de dia 16 de Junho tenho programa marcado na Fox Life com a "Rizzoli and Isles" e todas as suas histórias e confusões com a família e o trabalho à mistura.
Gosto destas notícias! :)




segunda-feira, 18 de maio de 2015

A segunda-feira

A segunda-feira devia ser eliminada do calendário. São as neuras do início da semana, o alarme a tocar demasiado cedo, a correria para cumprir os horários todos e um sem fim de obrigações. Por arrasto eliminávamos os outros dias todos até voltarmos ao sábado e esquecermos as neuras.

Como nada disto é possível, achámos que era melhor deixar as preocupações à porta de casa e fugir às rotinas só por uma noite. Não há nada melhor para recuperar energias do que boa comida e muita conversa, sem preocupações com a loiça que tem de ser lavada e a cozinha que não está arrumada.

Que venha o resto da semana, as energias parecem ter sido recuperadas.

Fomos num salto até Santarém ao Di Gusto, as fotografias do jantar deixam muito a desejar (as sobremesas nem chegaram a ter direito a fotografia), mas o objectivo era descontrair e esquecer todas as obrigações por isso aqui ficam as únicas imagens possíveis. Garantimos que vale a pena.


Canelloni de Espinafres e Ricota e Pizza Calzone. Deliciosos.

Cogumelos gratinados para abrir o apetite.

A pensar na dieta escolhemos cogumelos gratinados, pizza calzone e canelloni com espinafres e ricotta. :)

domingo, 17 de maio de 2015

Do fim-de-semana

Não há fruta com melhor sabor do que aquela que colhemos da árvore. Fruta feia, que nunca seria aceite nos supermercados e mercearias deste país, mas sem químicos e cheias de sumo. 
Os encantos da vida do campo também passam pelo prazer de apanhar a fruta do quintal da avó, passar por água e comer ali mesmo, de pé à sombra da árvore.

Por estes dias as árvores estão carregadas de nêsperas. 


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Com Sogras à Cabeça

Ao lado do Mosteiro da Batalha existe uma loja daquelas em que apetece comprar tudo. Pratos tradicionais, mantas feitas à mão, as famosas andorinhas, um sem fim de produtos que honram as tradições portuguesas do artesanato e um atendimento simpático e que nos deixa à vontade para ver tudo.

No meio de tanta coisa encontrei um artigo que pode passar despercebido à maior parte das pessoas, mas a mim lembra-me a minha avó.

Cresci numa aldeia onde há quarenta anos atrás a maior parte das pessoas tinham uma vida muito difícil. Eram pobres, trabalhavam de sol a sol em trabalhos pesados e iam a pé para todo o lado. Se tivessem sorte havia uma bicicleta, propriedade do homem da casa, mas nada mais do que isso.

Se era preciso ir às compras ou para o trabalho o caminho era feito a pé, fizesse sol ou chuva. As cestas, carregadas com as compras ou com o material necessário para a apanha do tomate ou para a vindima, eram levadas à cabeça com um equilíbrio que sempre me impressionou. A proteger a cabeça do peso das cestas levavam uma rodilha ou sogra. Feita em casa, com tecidos que sobravam dos trabalhos de costura que iam fazendo, era aquela argola de tecido que as protegia durante o caminho.

Quando falei à minha mãe nesta descoberta ela prometeu-me que fazia uma sogra igual às que a minha avó tinha. Fico à espera para juntar as duas na minha secretária como recordação das tradições de outros tempos.



Esta rodilha (com tecidos mais coloridos do que os que eram usados pela minha avó e pelas senhoras aqui da aldeia) encontrei-a na Loja do Caminho, na Batalha. Vale a pena a visita. 

sábado, 2 de maio de 2015

Dia do Trabalhador é dia de descanso

Ultimamente os dias parecem não ter horas suficientes. As agendas estão cheias de rabiscos com obrigações, o telemóvel apita com avisos de compromissos e andamos sempre a correr de um lado para o outro.

Para combater este stress de andar a correr contra o tempo não há nada melhor do que sair de casa e aproveitar um fim-de-semana prolongado em terras desconhecidas. É assim que o Dia do Trabalhador passa a dia de descanso sem qualquer obrigação. O destino era a única coisa que estava escolhida: São Martinho do Porto. Mar e descanso, nem o tempo a prometer chuva nos afastou.


Como qualquer dia de descanso digno dessa designação não houve relógios nem correrias e chegámos ao destino mesmo no final da hora de almoço. Um passeio de cinco minutos à beira-mar e estava escolhido o restaurante. Sem stress ou preocupações.

O Restaurante "Carvalho", que faz parte da Residencial Atlântida, revelou-se a escolha certa. Ambiente agradável, quase vazio que a hora de almoço já estava no fim, com um atendimento simpático e a comida era fantástica.

A Espetada de Polvo era deliciosa: polvo, camarão, pimento e cebola acompanhados com batata a muro e legumes salteados. 


O Bife na Pedra era de deixar água na boca: o bife era saboroso, muito bem temperado e acompanhado com batata frita e legumes salteados. 


Para sobremesa escolhemos um rodízio: um prato com fatias de vários bolos e pudins, mas que não tivemos tempo de fotografar. A gula falou mais alto, mas podemos assegurar que o Pudim Abade de Priscos é uma óptima escolha.

Nada melhor do que começar uns dias de descanso com boa comida num restaurante simpático e este cumpriu todos os requisitos.


quinta-feira, 19 de março de 2015

Dia dos Pais

Somos dois, portanto temos dois...
E hoje é dia dos pais! Dia de dar chocolates, flores (não percebo porque é que não se dão mais flores aos homens), e cartões, muitos cartões... Normalmente os cartões pecam pelo excesso de frases feitas e de lugares comuns. Há quem opte pela melhor opção que é o cartão feito em casa e feito à mão como nos tempos do jardim infantil ou da escola primária em que, com a ajuda das professoras, lá vinha uma caneca de barro, um pisa papéis ou até mesmo uma tartaruga para pôr canetas e lápis (que o meu pai tem na sua secretária diria eu há 30 anos...) e vinham invariavelmente acompanhados de um cartãozinho com um desenho feito por nós. 
Quem preferir pode comprar nas lojas (ou até mandar vir pela internet) alguns dos muitos modelos e muito variados que por aí há. Dos mais tímidos, simples e directos...


aos mais complexos, subversivos e corrosivos...














No fim de tudo, com ou sem cartão, o que interessa é estar ao lado dos nossos pais, e lembrarmo-nos deles como nos lembramos todos os dias este é apenas um dia para cartões. 


terça-feira, 17 de março de 2015

Voltou...


Agora que pensámos que tínhamos arrumado as camisolas nas gavetas debaixo da cama, os cobertores nas prateleiras mais altas dos armários e os guarda-chuva já estavam postos de lado, volta o frio e a chuva. É claro que sabemos que "Em Abril, águas mil", e ainda lá nem chegámos... No entanto as coisas estão tão mudadas e na última semana o sol brilhou de forma tão resplendorosa e o calor fez-se sentir neste espírito tão primaveril que nós já estávamos lançados no bom tempo... Vamos ver quanto tempo vai durar.   

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Ai que eu estou tão maldisposta

Há uns anos, quando era uma miúda universitária e dada ao estudo, uma amiga telefonou-me na hora de jantar a dizer que o namorado tinha ficado preso no trabalho e que ela tinha dois bilhetes para ir ao teatro. A pergunta era simples:
"Queres ir ver "As obras completas de William Shakespeare em 97 minutos"?"
Eu querer até queria, queria muito mesmo, mas a mesa da sala estava cheia de livros e tinha demasiado trabalho pendente. Disse que não podia ir, fiquei a estudar, terminei o curso e não vi a peça.


Voltou o ano passado e quando vi o anúncio numa paragem de autocarro da Av. EUA dei saltinhos de felicidade (disfarçados para não me levarem de urgência para o hospital), mas deixei passar o tempo até ao último dia da peça no Tivoli. Foi um dos poucos dias em que corri para apanhar o metro e a primeira vez (espero que tenha sido a última) que subi a Av. da Liberdade quase a correr. Tudo para conseguir chegar a horas. Consegui e durante duas horas ri tanto que no final da peça doía-me a cara e a barriga. É muito bom, tudo na peça é muito bom. E eles são fantásticos.
Vale muito a pena e parece que eles vão continuar a andar por aí. A não perder! E a reservar lugar nas filas da frente, parece-me que são os melhores lugares ;)

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Sábado ao fogão


Cá por casa o fim-de-semana é passado sem regras. Quando não há nada marcado na agenda acabamos por ignorar os horários e aproveitar os dias sem preocupações, principalmente o Domingo. E porque não umas empadas para ir petiscando enquanto se vai pondo em dia as séries e filmes que se quer ver?


A aventura na cozinha deu em dois tipos de empadas. Aqui ficam a receita dos recheios:

Empada de Farinheira e Tomate
2 Farinheiras
5 Tomates de Cacho
Cebola
Azeite
Vinho Branco
Sumo de 1 limão
Sal, pimenta, pimentão doce e tomilho a gosto

Fritar a cebola em azeite até ficar mole e transparente. Juntar o tomate cortado aos cubos e temperar com sal. Deixar ficar ao lume até o tomate libertar o sumo e juntar as farinheiras desfeitas. Deixar cozinhar e refrescar com um copo de vinho branco. Temperar a gosto e regar com sumo de limão para atenuar o sabor forte da farinheira.

Empada de Espinafres e Requeijão
Amêndoa Pelada
2 Requeijões
Espinafres
Alho
Azeite
Sal e Pimenta Preta a gosto

Tostar a amêndoa e picar grosseiramente. 
Aquecer o azeite e juntar o alho picado. Deixar fritar durante um bocadinho e juntar as folhas de espinafres. Cozinhar e juntar o requeijão e a amêndoa torrada. Temperar com sal e pimenta preta.


A massa das empadas foi feita na máquina de fazer pão usando a receita básica da massa de pizza.

Agora é só aproveitar o descanso do Domingo.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

As colecções de botões das avós...



Por vezes, em casa das avós, descobrimos no fundo dos armários pequenas caixas guardadas com se de tesouros se tratassem. 

Dentro do armário que estava no corredor de casa dos meus avós, entre papel de embrulho de vários natais pronto a reutilizar e entre edições antigas de revistas que anunciavam escavações no túmulo de Tutankamon ou que Simone de Oliveira ganhava o Festival da Canção, estavam guardadas duas pequenas caixas de cartão, gastas e bambas e duas mais pequenas caixas de metal, uma de chocolates Quality Street e outra de uns rebuçados franceses, dentro das caixas mais uma caixa de pó de arroz e outra de Velutina Balsámica Marya e depois botões, elásticos, linhas, mas muitos e extraordinários botões. 
Quando um casaco ficava velho e ia para o lixo, tiravam-se os botões para se poderem aproveitar numa outra qualquer peça de roupa mais tarde, e daqui e dali ia-se ficando com uma colecção de botões das mais variadas cores, dos mais estranhos feitios. 
A colecção aí está, guardada, porque a moda não passa, volta. 







quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Continuando pelo Alentejo

São quilómetros de campos cultivados e arranjados em que não se encontra ninguém na estrada. É assistir ao pôr-do-sol durante a viagem sem pressas para chegar. Basicamente, é respirar e aproveitar.

Redondo
A caminho de Évora fizemos uma pequena paragem no Redondo. Pequena mesmo. A luz do dia já estava a terminar e estava muito frio, mas valeu a pena. O caminho até à igreja matriz, com uma paragem para aproveitar a vista, as cadeiras à porta das lojas de produtos tradicionais e a calma de uma vila alentejana ao fim do dia. Vale muito a pena a pequena paragem.




Évora
É sempre bom voltar a Évora, mas acaba sempre por confirmar que o meu sentido de orientação às vezes decide tirar férias. Chegámos de noite, a desesperar por deixar tudo no hotel e procurar um bom restaurante para jantar, mas ainda demos umas quatro voltas à praça até encontrar o hotel. Estava à nossa frente.
Deixámos tudo no hotel e corremos para o centro da cidade. Andámos muito, mesmo com o frio que se fazia sentir, parámos num restaurante simpático e com a melhor comida possível e ainda trocámos dois dedos de conversa com o dono. O restaurante, "O Sobreiro" fica perdido numa rua de Évora, mas aconselhamos a que o descubra. E prove a sopa de tomate, é daquelas que aquece a alma.




Arraiolos
No dia seguinte, depois de uma manhã em Évora, saímos sem destino novamente. Acabámos em Arraiolos a experimentar uns deliciosos pasteís de Toucinho e a aproveitar a vista do Castelo de Arraiolos. Sem dúvida a vista mais bonita da viagem.



Foi uma viagem de procura de wi-fi para marcar quartos. De muitos quilómetros a aproveitar a vista. Com Morrissey e Sérgio Godinho como banda sonora. E algum frio. Muito mesmo. Mas com a descoberta de sítios lindos que convidam a ficar. 

Voltámos a casa a planear a próxima viagem. Sem marcações, à descoberta.