quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Mais "Friday Night Dinner"


Eu sou um fã confesso de televisão, sobretudo da que é produzida em Inglaterra, e aqui em casa tenho sido seguido em algumas das coisas que tenho mostrado, mas uma das séries pela qual ficámos os dois apaixonados à primeira vista foi o “Friday Night Dinner” do Channel 4.

A série é brilhante em escrita, representação, produção, o timming dos actores é brilhante, é uma série completa e tão, mas tão divertida.

E a grande notícia foi que, depois de uma quarta temporada que anunciava o seu final, a produção anunciou que a série vai regressar em 2018.

“Friday Night Dinner” é uma produção da Big Talk Productions e Popper Pictures com Tamsin Greig, Paul Ritter, Simon Bird e Tom Rosenthal que são a família Goodman Family, e Mark Heap que é o extraordinário vizinho Jim.

“Friday Night Dinner” é escrito e produzido por Robert Popper, que tem entre os seus trabalhos “Look Around You”, “Peep Show”, “South Park”, “The Inbetweeners”, “Him & Her” e a também genial “The IT Crowd”. 

A série começou em 2011 e ganhou Best Situation Comedy no Rose D’Or Festival 2012 e foi nomeado para Best Situation Comedy e Best Female Performance in a Comedy para Tamsin Greig nos BAFTA. Tendo estado nomeado para vários outros prémios dos quais ganhou também o Best Comedy writer para Robert Popper no The Royal Television Society Award 2012.

“Friday Night Dinner” vai ser gravado no incio de 2018 para ser transmitido a meio do ano no Channel 4.

Em Portugal tenho a sensação que só passou a primeira temporada na RTP com o nome “O Jantar das Sextas-Feiras” em 2013. Era muito bom que conseguissem as restantes temporadas porque é mesmo uma série que vale a pena!


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Arroz de cogumelos e chouriço com parmesão


Cozinhar é uma questão de sensibilidade, as receitas que aqui vamos deixando baseiam-se nas nossas experiências e naquilo que vamos fazendo ao testar certas coisas, depois fica ao sabor de cada um, à sensibilidade de cada um, mais um bocadinho de sal, mais um toque de pimenta, talvez mais água, tudo depende do que se sente no momento.
Este arroz de cogumelos e chouriço foi feito tendo em mente uns maravilhosos cogumelos Paris comprados no Mercado de Alvalade e um Chouriço de produção própria do Talho do Mercado do Cartaxo. As ervas que usamos nesta receita são do nosso quintal e, como tudo, podem ser substituídas por outras que sejam mais do gosto de quem estiver a cozinhar.

Ingredientes
2 colheres de sopa de azeite
1 cebola
2 dentes de alho
3 colheres de sopa de vinho tinto
Meio Chouriço em rodelas finas
500gr de cogumelos Paris frescos cortados em quartos
Sal a gosto
1 colher de café de pimenta Caiena
1 folha de louro
Salsa
Cebolinho
2 copos de arroz agulha
4 copos de água
Queijo Parmesão

Preparação
Leve ao lume um tacho com azeite, cebola picada, chouriço em rodelas, louro, salsa, cebolinho, os dentes de alho picado, o sal e a pimenta caiena, quando a cebola estiver transparente adicionar o vinho tinto, mexer até o  o vinho evaporar.
Juntar os cogumelos e deixar cozinhar durante 5 minutos. Juntar a água já quente e deixar ferver, depois, juntar o arroz, mexer e tapar o tacho. Deixar evaporar a água. Quando a água tiver quase toda evaporada juntar o queijo parmesão cortado aos bocadinhos e mexer bem. Voltar a tapar de deixar mais um minuto. Et voilá!

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Mercado de Alvalade


Eu cresci numa aldeia. Ir ao mercado era o normal. Não se compravam frutas e legumes no supermercado, mas sim na banca daquela senhora que conhecemos desde sempre. Talvez seja por isso que gosto tanto de mercados. Do cheiro do peixe com as frutas e legumes, das vozes altas, da confusão.

Este fim-de-semana decidimos trocar de mercado. Eu sei, não é a opção mais ética. Quando se fazem compras no mercado há uma relação de amizade com a banca onde vamos todas as semanas, com o senhor onde se compram os queijos. Há um ritual. Mas porque não aproveitar uma visita a Lisboa para mudar de ares?

Foi o que fizemos. Escolhemos o bairro onde passei os anos de faculdade e lá fomos nós. Tenho a dizer que o Mercado de Alvalade está lindo. Mesmo.


Muitas bancas estavam fechadas por causa das férias, mas as que estavam abertas deixaram-me fascinada. A diversidade de produtos é incrível. Senti que estava num daqueles mercados de Londres que o Jamie Oliver apresenta nos seus programas tal era a variedade de produtos. Tinha um bocadinho de tudo. Caril, cogumelos frescos, marisco, peixe, queijo, ovos caseiros, pão, pimento italiano, uvas, morangos e mais um sem fim de coisas. Talvez tenha esta sensação porque estou acostumada a ir a um mercado mais pequeno, só com os produtos tipicamente portugueses e sem bancas de peixe, mas fiquei fascinada com esta descoberta.

O mercado está animado. As pessoas são simpáticas, tanto os vendedores como os clientes, e dá vontade de ficar por lá. Beber um café, comer um pão com manteiga e aproveitar a manhã de sábado com calma. Sem a pressa de voltar para casa ou de despachar as mil e  uma coisa que temos sempre em lista de espera.


Depois de um passeio pelo mercado e de espreitar as bancas todas decidimos fazer as nossas compras. Fomos muito bem recebidos. Tão bem recebidos que saímos de lá com três sacos de duas bancas diferentes. Meia melancia a que não consegui resistir depois da senhora me dar um bocadinho para provar (sou uma vendida a estes pormenores) e dois sacos com cheirinhos que ofereceram numa das bancas. Tenho salsa e coentros (se calhar dava jeito descobrir qual é qual). Também trouxemos um caril com um cheiro fantástico, tomate seco e ananás desidratado. 

Para a semana volto ao mercado habitual e à banca onde já me conhecem os gostos, mas um dia destes faço outra visita a Alvalade. Aliás qualquer desculpa é boa para lá voltar.


E vale a pena tirar uns minutos para ler a informação sobre o mercado e sobre quem está atrás das bancas. Em alguns casos são a terceira geração a trabalhar ali e algumas famílias têm duas bancas. Temos a sensação que estamos no meio de uma grande família e isso é tão bom.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Os Gremlins estão a caminho!


Parece que os bichinos estão de volta! Segundo Chris Columbus o trabalho do argumento de Gremlins 3 está avançado e pronto para começar a rodagem.

Tudo isto depois de em Gremlins 2 tudo levar a crer que a saga estaria terminada com Hulk Hogan a ajudar a exterminar as criaturas. 

Segundo Chris Columbus este seu novo argumento faz uma pergunta que tem estado na cabeça de muitos fãs desde o filme original: se todos os Gremlins nascem depois do Gizmo ser molhado e alimentado, deverá ser o Gizmo eliminado? 

O que vai levantar uma quantidade de questões éticas, o Gizmo não fez mal nenhum, é a negligência humana que o faz ficar molhado e dar à vida os tenebrosos mogwai. No entanto, mesmo Columbus acredita que nem o adorável Gizmo valha o risco. 

“Acho que vale a pena ser honesto," disse Columbus “Há muita gente a morrer.”

Columbus diz que o argumento regressa ao tom macabro do filme original, onde os crimes cometidos pelos monstros, juntamente com o filme "Indiana Jones and the Temple of Doom" fizeram com que na América fosse criado um novo estilo de classificação etária, o PG-13.

“Estou muito orgulhoso do argumento” disse Columbus. “É negro e rebuscado, vamos ver. Há sempre a questão monetária que vai decidir quando iremos filmar. Eu queria voltar à sensibilidade retorcida do primeiro filme. É algo em que me sinto muito confortável. Tenho esperança de que iremos ver o filme brevemente."

Columbus também assegurou aos fãs que o filme usará animatrónicos e não CGI, usando portanto o estilo mais semelhante ao que aconteceu nos filmes anteriores.

“Sem dúvida, teremos o mínimo de CGI. Vamos usar efeitos visuais só para tirar os fios e facilitar a vida dos marionetistas”.

Por aqui estamos em ânsias para a estreia deste Gremlins 3!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Elvas, em descanso no Alentejo


Quando começámos a procurar um sítio para ir passar uns dias de férias, Elvas não estava no nosso radar, mas depois de uma breve pesquisa descobrimos que esta cidade do Alentejo tem muito que ver, é um excelente sítio para descansar e o já habitual apelo do Alentejo e da sua tão tradicional gastronomia chamava por nós.


Depois de uma breve pesquisa on-line descobrimos o Hotel de Santa Luzia, mais conhecido como Pousada de Elvas, que tem a curiosidade de ter sido a primeira das Pousadas de Portugal a ser inaugurada em 1942 numa cerimónia com António Ferro, sendo um trabalho do arquitecto Miguel Jacobetty Rosa tendo sido posteriormente alvo duas vezes de obras de expansão e recuperação.  




Hoje, o Hotel de Santa Luzia é um espaço de descanso e de relax com uma belíssima piscina e um pequeno almoço muito bom, além de restaurante, que não experimentámos mas dizem ser excelente, e que é o berço do Bacalhau Dourado e da junção da Sericaia com a Ameixa de Elvas.


Por sua vez Elvas tem muito para ver e o tempo que lá estivemos foi pouco para conseguirmos ir a todos os sítios, no entanto conseguimos ver o Museu Militar, um espaço carregado de história e que nos transporta às várias guerras em que Portugal esteve presente, aos vários departamentos que compõem o exercito português e que acolhe uma notável colecção de veículos militares e de artilharia.

Fomos também ao Museu de Fotografia João Carpinteiro, com uma invejável colecção de máquinas e material fotográfico, mas que nos deixa um amargo de boca pela falta de imagens, fotografias, documentos, enfim, todo um lado mais documental que pudesse complementar a colecção do Museu.


Um espaço a visitar sem falta é o Museu de Arte Contemporânea, com uma excelente colecção em exposição permanente com obras de nomes como Ana Vidigal, Joana Vasconcelos, João Onofre, João Tabarra, Jorge Molder, José Pedro Croft, Noé Sendas, Nuno Cera, Pedro Cabrita Reis, Pedro Calapez, Rui Chafes, Sofia Areal, Susanne Themlitz, entre tantos outros

Um dos pontes fortes de Elvas são as suas ruas, as casas, todo o ambiente dentro das muralhas e o cheiro que vem dos vários restaurantes que vão aparecendo esquina sim, esquina sim.



Logo na nossa primeira noite fomos à Adega Regional um belíssimo restaurante com uma excelente Sopa de Tomate.



Para almoçar no dia seguinte e (por terem sido tão simpáticos) nos outros dias também, escolhemos O Girassol, um restaurante pequenino, familiar, com preços muito em conta (um menu do dia) e com um dos melhores pudins que alguma vez provámos.





Mas a grande surpresa gastronómica desta viagem ficou reservada para a última noite que passámos em Elvas, foi na Tasquinha Alentejana, um restaurante tradicional alentejano onde comemos uma excelente sopa de tomate com bacalhau e ovo, uma açorda alentejana com bacalhau e uma migas que estavam extraordinárias! Este é, sem dúvida, um restaurante que vale a pena visitar!