domingo, 28 de setembro de 2014

Porque é Domingo

É dia de descanso e de anular as regras. De pegar no carro e ir seja onde for. Ou de ficar em casa. É dia para fazer o que se quer. Dia 6 de Outubro sai Interlude, o novo álbum de Jamie Cullum. Parece-me uma boa desculpa para o dia de hoje ser passado com os seus cd's como banda sonora.



I'll make you a mixtape that will charm you into bed / It details everything that's running round my head
Mixtape, Jamie Cullum

Cheira a pão de verdade

Dizem que as tradições morrem. Ou então defendem que deixam de fazer sentido, que a tradição é coisa de gente de mente pequena. Até pode ser verdade mas perde toda a importância quando o cheiro do pão a cozer no forno desperta memórias perdidas. Memória da infância, de dias de chuva, da manteiga a derreter no pão partido à mão sem qualquer cerimónia.



Deve haver algum estudo publicado que associa os cheiros ao despertar da memória. Devia haver um dedicado apenas ao cheiro do pão caseiro. Mas do pão a sério, daquele que é amassado por mãos calejadas ainda de madrugada e que fica a repousar durante horas numa tina de barro tapada com cobertores para depois ser cozido em forno de lenha. Daqueles a sério.

O pão é feito com tempo. A massa é trabalhada, à força de braços, até ficar no ponto que só os anos de experiência sabem qual é. Não há bimby ou máquina que os consiga substituir. Quem coze fala do lar do pão e o ar do forno. Seja lá isso o que for. Não precisamos de saber: eles sabem e nós acreditamos.



Quando levantamos os cobertores cheira a farinha crua e a massa já cresceu para o dobro. O forno está no ponto. Sem preocupação com a perfeição são moldados pães e roscas que são atirados para o centro do forno. Começa a cheirar a pão de verdade, pão que quando sai do forno tem um aspecto tosco, que vem ainda cheio de farinha e que tem de ser batido para a sacudir. Pão que queima as mãos a quem o tira do forno e que fica a descansar na bancada até que alguém perca a vergonha e vá buscar manteiga. Manteiga daquela a sério que derrete mal toca no pão. 

Café quente, pão caseiro, manteiga e dois dedos de conversa perdidos com quem amassou o pão que nos despertou tantas memórias mas que parece nem ter a noção da importância do que acabou de fazer. Por respeito partimos o pão ainda quente à mão, à antiga. A última coisa que queremos é tirar a força a quem o amassou.






sábado, 20 de setembro de 2014

O prazer da rotina

O sábado tem rotinas. Tanto quanto um dia de semana. As listas de compras que se acumulam durante a semana, a ânsia de compensar tudo o que os 5 dias anteriores fazer. O stress instalado no dia de descanso.

As horas da semana não chegam para tudo. Os dias são dedicados ao trabalho, o tempo livre é aproveitado para pouco mais que dormir. 24 horas que passam como se fossem 10 e são vividas ao ritmo de 30. O stress instalado, a ânsia de compensar tudo no fim-de-semana, o desespero com as tarefas obrigatórias que não deviam pertencer a essa agenda.

As compras têm de ser feitas. Com calma, a passear no meio da confusão das bancas que já estão ali há décadas e que prometem continuar. Entre "Bons dias" e conversas perdidas com quem já se conhece destas rotinas e que por elas nos conhece os gostos e desejos. A cor das bancas a animar o dia cinzento. O cheiro característico do espaço onde se encontra tudo sem carrinhos nem pressa para a obrigação acabar.



Aqui a fruta não é a mais bonita mas é a que sabe à que se apanha da árvore. Os legumes não estão metidos em plásticos e os feijões são vendidos em sacos com o peso que queremos. O caldo verde é cortado na hora. São mercados e praças que vivem destes cheiros e cores. Que nos deixam cumprir as obrigações sem olhar para o relógio.

E no final de tudo levar para a semana um pouco dessa cor. Deixá-la ficar espalhada pela casa para colorir os dias de trabalho, para lembrar que as obrigações não sejam todas stress.
As rotinas de sábado podem, e devem, ser um pequeno prazer.



terça-feira, 16 de setembro de 2014

Aviso ao Inverno

Estamos em Setembro, 3 meses antes da tua chegada e ninguém está preparado para ti (nem com vontade que chegues já). Volta quando as lareiras estiverem acesas e as roupas quentes arrumadas nas gavetas.

Para evitar que falhes a data pede ao Pai Natal para te telefonar a avisar, ele começa a trabalhar nesses dias.


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Morrissey a não perder!

É já dia 6 de Outubro que a nova digressão de Morrissey vai arrancar em Lisboa, no Coliseu dos Recreios. O cantor e compositor inglês irá apresentar num concerto único em Portugal o seu novo disco de estúdio, “World Peace Is None Of Your Business”, editado no passado mês de julho.

O décimo álbum a solo do ex-líder dos The Smiths foi gravado no sul de França, com a produção de Joe Chiccarelli, produtor de bandas como The Strokes e The Killers.

O artista oriundo de Manchester é hoje um ícone por direito próprio, tendo o facto ficado ainda mais vincado com o sucesso do lançamento da sua autobiografia, publicada pela famosa editora Penguin Classics. O livro entrou na lista dos mais vendidos do Reino Unido, em número um, com cerca de 35 mil cópias vendidas apenas na primeira semana.


domingo, 14 de setembro de 2014

Esquecer que a semana está a começar

Domingo. O despertador tocou às 8 da manhã. Um nevoeiro de fazer inveja a muitos dias de Inverno e um passeio à beira rio a comemorar o descanso (em vez de deprimir com o início da semana). O sol acabou por aparecer mais tarde.


Contra todas as regras dos dias de descanso e sem compromissos o despertador tocou às oito da manhã. O objectivo era simples: esquecer que o domingo é um dia de descanso ensombrado pela semana de trabalho que está mesmo a começar e aproveitar para passear à beira-rio.




Vila Franca de Xira está encantadora e a aproveitar o rio com um caminho pedonal até Alhandra. O encanto das antigas casas ribatejanas, a modernidade da nova biblioteca municipal e o simples prazer de parar a meio do caminho, quase no meio do nada, a olhar o rio.




Alguém tentou trazer o romance de Paris para o Ribatejo.