domingo, 28 de dezembro de 2014

Andamos por aí

Depois da agitação que é o Natal e das horas passadas à mesa e à lareira decidimos "fugir". Sem marcações, nem destinos decididos. Só com a vontade de nos perdermos pelo Alentejo. E por cá andamos. Monsaraz, Évora, Redondo... 

Nos últimos dias, não temos relógio e marcamos os quartos minutos antes de fazer o check-in. Andamos a procurar wi-fi para actualizar o instagram e facebook que este Alentejo merece ser partilhado. O Alentejo, a comida e os pequenos locais onde nos tratam como se fossemos da família.

Para resumir: por aqui estamos bem e prometemos post(s) detalhado(s) assim que voltarmos a casa. Agora vamos ali ao lado e prometemos voltar rápido. :)






sábado, 20 de dezembro de 2014

O campo visita a cidade

Vivi em Lisboa durante 8 anos. Mais coisa menos coisa. Adorei o bairro onde vivi, as ruas calmas à noite e a gelataria que tinha sempre filas quando eu metia na cabeça que me apetecia um gelado. Nunca me habituei a viver na cidade, mas sempre gostei de passear por lá. No Natal não é o "meu" bairro que costumo visitar. Prefiro a Baixa.

Gosto de sair do Starbucks com uma bebida quente a aquecer as mão. Desta vez tinha mel, chocolate e amêndoa. Era um especial de Natal que achei que ficava bem com o red velvet. Eu faço dieta quando chegar o ano novo. Um ano novo qualquer.


Continuou o passeio, com calma, pelas ruas a brilhar da chuva que tinha caído durante a tarde. Estava frio, mas as ruas estavam tão bonitas. Lisboa é linda. É mesmo e quem o diz é a miúda que sempre viveu obcecada com o voltar para o campo. As ruas iluminadas, os cafés preparados para o Natal, os risos das pessoas, os turistas de máquina na mão. Gosto de voltar a Lisboa e passear sem destino fixo além de aproveitar o passeio.






 Voltei a casa feliz e com mais umas quantas prendas arrumadas. Ainda me faltam algumas, mas não há problema. Ainda falta um mês para o Natal, certo? ;)

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Sonhos da Mãe

Existem receitas que são tradições. Doces que não podem faltar na mesa de Natal e que se comem ainda quentes. Com café da avó de preferência. Doces cheios de açúcar e canela. 



9 ovos
300gr de farinha Branca de Neve
0,5l de leite
250gr de Vaqueiro
Cascas de Limão
Sal q.b.

Leva-se ao lume o leite, o sal, as cascas de limão e a vaqueiro. 
Quando a manteiga derreter junta-se a farinha e vai-se mexendo para ligar todos os ingredientes. Quando a farinha estiver cozida tira-se do lume e deixa-se arrefecer.
Juntam-se os ovos 1 a 1 batendo sempre entre cada ovo.
Fazem-se bolinhas com ajuda de duas colheres e frita em óleo bem quente.
No final, polvilha-se com açúcar e canela.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Broas de Natal

Esta receita foi passada por uma vizinha e vinha só com o nome de Broas. Por aqui ficam como Broas de Natal. É importante que o recipiente para amassar as broas seja grande e pesado para tornar o processo mais simples (um alguidar de barro como os que eram usados para amassar o pão será o ideal).



750 gr de açúcar
2 kg de farinha
7 dl de azeite
4 dl de mel
40 gr de canela
40 gr de erva-doce
0.5 l de água
100 gr amêndoa 
sal q.b.

Ferve-se o açúcar com o mel e com esse preparado escalda-se a farinha.
Junta-se a canela e a erva-doce e amassa-se muito bem. Em seguida, junta-se o azeite aos poucos e vai-se amassando para ligar todos os ingredientes.
Quando tudo estiver bem ligado, juntamos a água morna com sal e continuamos a amassar até estar tudo bem ligado novamente.

No final de pronto a massa fica um pouco húmida. Fazer pequenas bolinhas e colocar uma amêndoa em cima. Ir ao forno a 180º e ir controlando a cozedura. As broas devem sair do forno ainda moles e só endurecem quando arrefecem.


Prendas solidárias e únicas

Passamos a ano a prometer que começamos as compras de Natal em Outubro e, a duas semanas do Natal, ainda não temos nada debaixo da árvore. Não é só comprar a prenda: é comprar algo que seja único, que mostre dedicação na escolha e que faça alguém sorrir de espanto. Se conseguirmos ajudar alguém com essas compras melhor ainda, não?

Em 2012, no seguimento do trabalho desenvolvido pela CLR África, surge a instituição CLR Portugal. Esta instituição apoia instituições e pessoas individuais em Portugal. Neste momento, apoiam três lares para crianças no Porto, Algarve e Aveiras de Cima. A venda dos produtos que disponibilizam no facebook (link no final do post) e que podemos encontrar em diversos mercados de Natal reverte para o apoio destes lares. 
Encontrei uma banca desta instituição no mercado de Natal aqui da zona. Apaixonei-me pelas peças únicas, pelas cores a lembrar África e pela simpatia que fui atendida. Acabei por resolver três prendas com estas três peças únicas (e muito bonitas):


Carteira/Porta-moedas
Colar Green Monsters de inspiração africana feito por Anabela Marques
Girafa de tecido

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Mel, azeite e especiarias...

A cozinha cheira a erva-doce e canela. O mel, comprado a um pequeno produtor que também é um amigo, e o açúcar estão a aquecer. Encontro farinha em todo o lado menos onde era suposto. A alegria dos dias que antecedem o Natal. Estamos quase.

Gosto de rotinas associadas a dias especiais. São estas rotinas que, esperemos, se vão transformar em tradições.

O Natal está cheio de rotinas, tradições e tradições reinventadas. Talvez a rotina mais recente tenha sido esta mania de fazer broas. O Natal é o cheiro a canela e erva-doce e isso não se consegue com a caixinha de broas (por muito deliciosas que sejam) que se compra no café na esquina. Fazer broas em casa, no início de Dezembro é abrir a porta ao Natal: com a cozinha a cheirar a erva-doce e caixas de broas prontas a distribuir acho que não me safo de repetir a dose antes da véspera de Natal. Mas o Natal também é isto, não é? A agitação, a partilha, o calor do forno ligado e a alegria das tradições que se criam.





Tudo pronto para a primeira prenda do ano. Caixa natalícia, broas acabadinhas de fazer e um pequeno postal feito à mão. Porque nos pequenos detalhes se vê a dedicação.



quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Uma lareira no campo

Nas avenidas novas de Lisboa não é a coisa mais normal ter uma lareira na sala de estar... Aqui é o mais natural. Para mim não fazia parte do dia a dia o ritual de acender a lareira, mas neste momento tornou-se um dos prazeres do dia.  Ao chegar o fim da tarde, com o frio mais cortante, o prazer de ir buscar os troncos que mão muito amiga teve a amabilidade de ir cortando ao longo do ano e de trazer até aqui a casa (sim, temos essa sorte), escolher os troncos mais magrinhos e umas pinhas para fazer pegar o fogo e depois juntar uns mais grossos e ao longo da noite ir atiçando o fogo e juntando mais e mais troncos para nunca deixar a chama morrer.
Este é um dos prazeres conquistados ao viver aqui, um prazer que na cidade não tinha e que muito provavelmente quem aqui vive desde sempre já o dará como garantido.   






segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

O cheiro dos dias frios

Tinham de ser as laranjas. Acho que desde que me lembro que os dias frios estão associados ao cheiro da laranja. E às discussões com a minha avó sobre a altura ideal para as comer. Eu insisto que estão óptimas em Novembro e ela defende que comer laranjas antes de Março faz mal à saúde.


No meio disto tudo, a verdade é que nada sabe tão bem como apanhar a fruta directamente da árvore. Escolher as melhores, que já estão no ponto, e encher um saco para levar para casa. A casca ainda está molhada por cauda do frio da noite e, quando arrancamos uma, o cheiro que fica no ar é inconfundível.

Existem pequenos prazeres que só esta vida no campo nos dá. Agora é só acender a lareira e sentar-me mesmo em frente ao lume a saborear uma laranja em tempo proibido. Sempre me disseram que o fruto proibido tem um sabor especial.



O Natal já se faz sentir por todo o lado...



 Seth MacFarlane e Sara Bareilles com "Baby, It's Cold Outside" no "Christmas in Rockfeller Center 2014"

"Mel, Amoras e Wi-Fi"

Ela vive na aldeia desde que nasceu. Conhece os caminhos e as pessoas. Gosta da tranquilidade da vida no campo e das caras conhecidas que vai encontrando. Ouve música demasiado alta e lê o que lhe aparece nas mãos. Não percebe nada de hortas.

Ele cresceu na cidade. Tinha o supermercado à porta de casa e o metro a dois passos. Um dia decidiu mudar-se para o interior de Portugal. Tem uma paixão pelo teatro em particular e pelos espectáculos em geral. Fica encantado com os pormenores da vida no campo.

Apanham fruta da árvore, baralham a decoração da casa e inventam ao fogão. Descobrem espectáculos para ver e entram no carro sem grande destino.

No fundo, vivem sem grandes regras.

O "Mel, Amoras e Wi-Fi" junta tudo isto. A vida no campo, os pormenores mais citadinos, as pequenas delícias de quem vive na tranquilidade na aldeia. Há tanto para descobrir nesta tranquilidade.