A única coisa que estava decidida antes da viagem era o sítio onde começava e o tempo que queríamos estar fora. Quatro dias, três noites, primeira paragem em Reguengos de Monsaraz. Marcámos a primeira noite com antecedência, mas a partir daí corríamos o risco de voltar para casa mais cedo.
Reguengos de Monsaraz
A viagem para Reguengos foi feita durante a tarde com Sérgio Godinho como banda sonora. Chegámos ao hotel já de noite, mas ainda aproveitámos para dar uma volta a pé pela cidade.
Ficámos no Hotel Solar do Alqueva, o único que marcámos com antecedência, e revelou-se uma boa escolha. Atendimento simpático, wi-fi gratuita nos quartos e ficava mesmo no centro da cidade o que facilitou o passeio a pé assim que chegámos.
Monsaraz
O segundo dia foi marcado pelo frio e pelo nevoeiro. As mãos gelavam, o nariz ficava vermelho e a estrada mal se via. Continuámos a nossa viagem com a vila de Monsaraz como destino, mas antes de chegarmos fizemos um desvio e encontrámos, perdido no meio do nada e escondido no nevoeiro, o convento que pertence à Fundação Convento da Orada. Com o nevoeiro, o convento fechado e imponente e o local completamente vazio quase que parecia que estávamos num filme de terror. Mas não deixou de ser uma descoberta lindíssima.
Em Monsaraz, parámos no primeiro café. Estava frio, precisávamos de aquecer e a simpatia da Casa Tial convidava a entrar e beber um café. A simpatia dos donos da casa, dois franceses que trocaram a loucura de Paris pela pacatez de Monsaraz, e o aspecto rústico e acolhedor do café convida a entrar e ficar. A não perder.
Depois de aquecer e trocar dois dedos de conversa com os donos do café continuámos a passear pela vila. É bonita, pacata, com casas brancas e baixinhas, pessoas simpáticas e uma igreja lindíssima. Vale a pena a visita e é óptimo para recuperar energias. Mas, para prevenir, é melhor levar um casaco pesado, chapéu e luvas. O dia estava mesmo frio.
Saímos de Monsaraz já perto da hora de almoço e, por muito bonito que seja viajar sem destino pelo Alentejo, essa decisão revelou-se numa procura (quase desesperada) por um sítio onde almoçar pelo caminho.
Alandroal
Decidimos parar no Alandroal para almoçar. Já estávamos quase fora da hora de almoço e acabámos por escolher o restaurante "A Chaminé" onde nos serviram uma deliciosa Açorda Alentejana. Com pão alentejano, ovo, imensos coentros e bem quente como o tempo pedia. Afinal a ideia de sair para a estrada na hora de almoço sem destino não se revelou uma má escolha.
Ainda passámos por Redondo, Évora, Arraiolos e Avis, mas isso fica para os próximos posts :)
Até já.