A preparar as leituras de férias, entrei numa dessas livrarias que todos conhecem e folheei livros, li sinopses, mexi e remexi. Quando saí, "O Bom Inverno" de João Tordo estava no meio das minhas escolhas.
Foi o segundo livro de João Tordo que li e conseguiu superar todas as expectativas que eu tinha. O primeiro já me tinha deixado rendida, mas este conseguiu entrar para a lista dos meus favoritos. Há qualquer coisa na escrita dele que me prende e este narrador que vai fazendo apontamentos à sua própria narrativa e que usa uma bengala como o médico da televisão conseguiu levar-me na sua história. E eu estava sempre desejosa de continuar a acompanhá-lo, de ter um tempinho livre para voltar a agarrar no livro. É bom quando isto acontece, é pena é ser tão raro, mas João Tordo consegue fazê-lo de uma maneira que parece ser a coisa mais simples do mundo.
A história começa em Portugal, onde o narrador recebe um convite para um encontro literário na Hungria. Aí conhece um grupo de personagens que acabam por levá-lo para Itália ao encontro de um extravagante realizador de cinema. E neste ponto, quando achamos que sabemos perfeitamente como é que a história vai evoluir, João Tordo puxa-nos o tapete com uma morte inesperada e uma procura pouco comum por descobrir quem é o assassino. Há um bocadinho de thriller e suspense, algo que nos faz suster a respiração enquanto lemos. Como se isso nos fizesse chegar mais rápido às respostas que nascem no livro. E depois temos o final que consegue deixar-nos presos à história mesmo quando já não há mais para ler.
Acho que não preciso de dizer muito mais, pois não? Leiam, eu acho que vale muito a pena.
O Bom Inverno
de João Tordo
Publicações Dom Quixote
Capa da autoria de Rui Garrido
2010
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