O sábado tem rotinas. Tanto quanto um dia de semana. As listas de compras que se acumulam durante a semana, a ânsia de compensar tudo o que os 5 dias anteriores fazer. O stress instalado no dia de descanso.
As horas da semana não chegam para tudo. Os dias são dedicados ao trabalho, o tempo livre é aproveitado para pouco mais que dormir. 24 horas que passam como se fossem 10 e são vividas ao ritmo de 30. O stress instalado, a ânsia de compensar tudo no fim-de-semana, o desespero com as tarefas obrigatórias que não deviam pertencer a essa agenda.
As compras têm de ser feitas. Com calma, a passear no meio da confusão das bancas que já estão ali há décadas e que prometem continuar. Entre "Bons dias" e conversas perdidas com quem já se conhece destas rotinas e que por elas nos conhece os gostos e desejos. A cor das bancas a animar o dia cinzento. O cheiro característico do espaço onde se encontra tudo sem carrinhos nem pressa para a obrigação acabar.
Aqui a fruta não é a mais bonita mas é a que sabe à que se apanha da árvore. Os legumes não estão metidos em plásticos e os feijões são vendidos em sacos com o peso que queremos. O caldo verde é cortado na hora. São mercados e praças que vivem destes cheiros e cores. Que nos deixam cumprir as obrigações sem olhar para o relógio.
E no final de tudo levar para a semana um pouco dessa cor. Deixá-la ficar espalhada pela casa para colorir os dias de trabalho, para lembrar que as obrigações não sejam todas stress.
As rotinas de sábado podem, e devem, ser um pequeno prazer.



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